terça-feira, 31 de março de 2026

O Despertar da Paranoia


Terror Psicológico no Quarto: A Obsessão Mortal e o Pavor do Despertar Escuro

Dizer que perdi o juízo é ignorar a acuidade terrível dos meus sentidos. 

Nesta manhã, a luz que se filtra pelas persianas entreabertas não traz esperança, mas uma melancolia ácida. 

Meu refúgio, este quarto saturado de pôsteres e silêncio, tornou-se minha cela. 

Minha atenção, entretanto, está cativa em um único ponto: o espelho de corpo inteiro no canto sombrio.

Não é vaidade; é um estupor inominável. 

Há dias percebo que o reflexo de meus próprios olhos carrega uma expressão que eu não autorizei. 

Uma rigidez sepulcral que não pertence a um jovem. 

Sinto que o vidro não apenas reflete, mas consome a minha vitalidade rítmica. 

Cada partícula de poeira que flutua no raio de sol parece um espectro dançando em direção ao abismo de prata. 

O dia mal começou, e a certeza de que algo estranho habita meu próprio semblante já me mergulhou em um pavor inefável.

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