Terror Psicológico no Quarto: A Obsessão Mortal e o Pavor do Despertar Escuro
Dizer que perdi o juízo é ignorar a acuidade terrível dos meus sentidos.
Nesta manhã, a luz que se filtra pelas persianas entreabertas não traz esperança, mas uma melancolia ácida.
Meu refúgio, este quarto saturado de pôsteres e silêncio, tornou-se minha cela.
Minha atenção, entretanto, está cativa em um único ponto: o espelho de corpo inteiro no canto sombrio.
Não é vaidade; é um estupor inominável.
Há dias percebo que o reflexo de meus próprios olhos carrega uma expressão que eu não autorizei.
Uma rigidez sepulcral que não pertence a um jovem.
Sinto que o vidro não apenas reflete, mas consome a minha vitalidade rítmica.
Cada partícula de poeira que flutua no raio de sol parece um espectro dançando em direção ao abismo de prata.
O dia mal começou, e a certeza de que algo estranho habita meu próprio semblante já me mergulhou em um pavor inefável.
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