O Pórtico das Sombras
Caminhante de rimas e de traços vãos.
Não tragas a luz nestas pálidas mãos.
Pois aqui, onde o verbo se faz em lamento.
A juventude é cinza espalhada ao vento.
Não busques o sol, nem o riso fagueiro.
Neste canto de trevas, sou o prisioneiro.
Onde o bico da pena, em papel de agonia.
Desenha o delírio que a mente fia.
Entra em silêncio, sem pressa ou receio.
Onde a beleza e o horror bailam no meio.
Lê com a alma, escuta o que o medo diz:
Bem-vindo ao reino do eterno infeliz.
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