O Último Acorde
Agora, escrevo estas linhas com o que resta de minha consciência.
O alaúde está à minha frente, brilhando com uma malevolência divina.
O jovem sonhador que eu fui morreu para que o artista pudesse nascer, e o artista agora se prepara para o abraço frio de sua obra-prima.
Não chorem por mim. Há uma beleza singular em ser consumido pelo próprio fogo.
Enquanto o mundo lá fora continua sua marcha medíocre e barulhenta, eu me preparo para o silêncio absoluto.
O marfim espera.
O abismo chama.
E eu, enfim, vou responder.
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