Solidão Humana e o Horror Invisível: O Mistério das Sombras no Quarto Decadente
A tarde se arrasta com uma lentidão tétrica, tingindo as paredes do meu quarto com um laranja doentio de pôr do sol.
O isolamento não é uma escolha, é uma sentença de clausura.
O ar aqui dentro cheira a roupas guardadas e a uma decadência invisível que emana dos cantos onde a luz não chega.
Minha fixação agora se volta para a cadeira vazia sob a escrivaninha.
Juro, pela minha sanidade agonizante, que o peso de uma presença invisível verga a madeira.
É uma angústia que pulsa no ritmo do meu sangue.
Eu tento ler, tento desviar o olhar para a rua onde a vida acontece, mas a gravidade deste quarto me puxa para dentro de mim mesmo.
Há um segredo oculto sob o tapete desbotado, uma culpa que não ousei confessar, e que faz com que cada sombra projetada pelos móveis pareça ganhar garras de uma criatura em estupor melancólico.
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