terça-feira, 31 de março de 2026

A paranoia da Loucura


O Grito Silencioso e o Medo de Morrer: Terror Noturno e o Enterro em Vida

A noite é o meu carrasco. 

O zumbido elétrico que percorre as paredes do quarto soa agora como um lamento fúnebre, uma cadência hipnótica que anuncia o fim da razão. 

Estou deitado, mas não há repouso. 

O teto parece descer, transformando este cômodo em um caixão sob medida para minha juventude perdida.

Ouço o som. 

Não vem de fora, mas de baixo da minha cama

Um arrastar rítmico, seco, como unhas implacáveis sobre a madeira. 

É a personificação da minha paranoia ou o retorno daquilo que tentei esquecer no fundo do armário? 

O frio que emana do chão é sepulcral, e o medo de fechar os olhos é superado apenas pelo terror de mantê-los abertos. 

Sou um prisioneiro do meu próprio território, um jovem envelhecido pelo horror de uma revelação trágica que se aproxima. 

A escuridão não é apenas a ausência de luz; é a presença física do meu destino inelutável. 

O grito está preso, e a noite, enfim, me devora.

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