O Grito Silencioso e o Medo de Morrer: Terror Noturno e o Enterro em Vida
A noite é o meu carrasco.
O zumbido elétrico que percorre as paredes do quarto soa agora como um lamento fúnebre, uma cadência hipnótica que anuncia o fim da razão.
Estou deitado, mas não há repouso.
O teto parece descer, transformando este cômodo em um caixão sob medida para minha juventude perdida.
Ouço o som.
Não vem de fora, mas de baixo da minha cama.
Um arrastar rítmico, seco, como unhas implacáveis sobre a madeira.
É a personificação da minha paranoia ou o retorno daquilo que tentei esquecer no fundo do armário?
O frio que emana do chão é sepulcral, e o medo de fechar os olhos é superado apenas pelo terror de mantê-los abertos.
Sou um prisioneiro do meu próprio território, um jovem envelhecido pelo horror de uma revelação trágica que se aproxima.
A escuridão não é apenas a ausência de luz; é a presença física do meu destino inelutável.
O grito está preso, e a noite, enfim, me devora.
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