O Eco de Marfim
A juventude é uma enfermidade febril, e eu, infelizmente, possuía a temperatura mais alta de toda a província.
Enquanto meus pares se contentavam com a luz vulgar do sol e os prazeres triviais da carne, eu me fecharei na biblioteca de meu avô — um mausoléu de pergaminhos e poeira — em busca de uma melodia que, diziam as lendas, poderia dobrar a própria vontade do Tempo.
Eu era um sonhador, sim, mas meus sonhos não eram povoados por prados verdejantes.
Eles eram arquiteturas de mármore negro, iluminadas por velas que nunca se apagavam e pelo brilho pálido de um ideal inalcançável: a Perfeição.
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